"O Sporting precisa é de um bonsai e de alguém que lhe acerte com a bola em cima. E quando temos dois centrais e um deles é dos melhores gajos a marcar "quase-golos" em Portugal, a estratégia é despachar o outro, que às vezes até acerta na baliza. Ou seja, a estratégia leonina é a do "bom sai". Agora, pinheiros..."
Comentário de O Messi dos Cárpatos, no blogue O Pinheiro.
«A favor da liberdade de expressão, marchar, marchar. Eis o programa para a tarde de hoje, em Lisboa: umas dezenas de 'amantes da liberdade de expressão' vão protestar contra a opressão que o aparelho do PS está a exercer sobre o Mário Crespo e assim. Para que servem estes cortejos? Para restaurar a liberdade de cada um poder dizer aquilo que bem entende sem ser alvo de pressões, perseguições e ameaças mais ou menos veladas ao produto seu trabalho, quando não ao seu próprio emprego? Duvidoso. Estas práticas opressivas, recorrentes no Portugal ‘democrático’ de hoje, só se travam pelo fim ou radical reforma do regime que por cá reina desde o 25 de Abril. E a menos que haja um milagre interno (uma oposição credível verdadeiramente nova capaz de ganhar eleições; um movimento ‘verdadeiramente liberal e reformador’ dentro dos actuais partidos do Centrão; o repúdio expresso da herança salazarenta que ainda prevalece em cada português; e etc.), o fim deste estado de coisas consegue-se por intervenção externa, como a democratização formal do país posterior ao 25 de Abril se conseguiu com as intervenções discreta dos EUA, indiscreta do FMI e burocrática da CEE. Estarão os manifestantes desta tarde interessados em oferecer a uma super-estrutura estrangeira a revolução das instituições que são a matriz do actual regime português – talvez à mesma que eles hoje diariamente insultam com iguais protestos públicos por representar uma centralização de poder não escrutinado democraticamente e que, a maior parte das vezes, por estarem distantes do eleitor e das populações, violentam as sagradas liberdade e responsabilidade individuais? Cortejos a favor da liberdade de expressão, de preferência com câmaras de tv por perto, são formas de vaidade: o manifestante abre a gabardine e, em pose exibicionista e masturbatória, mostra ao mundo o pénis com que quer ir à cona da liberdade. Entre a pornografia de uma sociedade medrosa do cartão de socio do partido que está no governo e as pornografias de quem, em vez de praticar a liberdade, apenas ostenta o seu amor por ela, não sei qual me repugna mais.»
Não tenho uma opinião muito clara sobre este assunto (ou qualquer outro, diga-se; dado qualquer problema desta sociedade, para mim falta sempre um pinheiro de um metro e noventa), mas parece-me que, apesar da simpatia e urbanidade do trato, esta pergunta da Ana Matos Pires continua a merecer do Francisco Mendes da Silva um silêncio que ofusca o somatório das explosões do Krakatoa, do Monte de Santa Helena e de 15 vuvuzelas.
Antecipando os mal intencionados, protegendo o futuro: O Pinheiro, um blogue nado-morto.
"São todos muitos parecidos uns com os outros e o que quero é um atacante diferente. Temos caudal ofensivo, mas falta um pinheiro com 1,90 metros, que lhe possamos acertar com a bola na cabeça e ela vá para dentro da baliza. "
Paulo Sergio, aqui.