Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012
We have no more titles

No post aqui em baixo, o José Mário Bronco, que de josé mário não tem nada, encaixou um comentário às 03:50 da madrugada de 25 de Janeiro, o qual, como é frequente, merece ser lido. Nele José Mário Bronco utiliza uma técnica "muito à frente". Enquanto a "populaça" tenta perceber que factores estarão envolvidos na criação pelo Barcelona de uma maneira nova de praticar bom futebol simualtaneamente a um automatismo tão infalível de vencer, o José Mário Bronco "aplicou a técnica do "sou tão bom nisto que vejo o que mais ninguém vê"", ou seja, "entra ao pé-coxinho" no Finalmente "só para que as pessoas olhem para ele". O "truque consiste" em fazer reverter o fenómeno analisado ao seu estado puro inicial, peneirando todo e qualquer vestígio de debris analítica entretanto produzida, classificando-a como lixo tóxico oriundo da superficie da psicanálise social, e portanto de moralidade ociosa. Ou seja: José Mário Bronco "vê aquilo que mais ninguém vê" não vendo absolutamente mais nada; é como se olhar muito tempo para um auto-retrato do Rembrandt ou se ao lermos cinco vezes o Crime do Padre Amaro não nos oferecesse mais nada sobre os mesmos. Na verdade José Mário Bronco não deixa de ter razão, muito embora lhe falte técnica de observação e, em consequência, o critério. A música, o cinema, a literatura, a arte, as finanças e  a política são ambientes onde o fenómeno descrito abunda, não haverá portanto nenhuma razão para que no futebol não faça a sua aparição. Sucede que o Busquets é um mau exemplo: é que, primeiro, nunca ninguém disse que ele é a razão última para o Barcelona ser o que é, segundo, ninguém está a tentar ver o que mais ninguém viu porque, muito simplesmente, há 4 anos que toda a gente fala no Busquets como um dos não sibstituíveis, a par do Pique, Xavi, Iniesta e Messi. De resto, estou aqui sem fazer nada.

 



publicado por maradona às 14:01
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30 comentários:
De Pedro a 26 de Janeiro de 2012 às 17:43
O Barça é uma máquina infalivel de vencer e no entanto o Real tem mais vitórias, mais golos e mais jogos ganhos. Mas não é uma máquina infalível de vencer...Como é que resolvem este paradoxo epistemológico?


De Lino a 26 de Janeiro de 2012 às 12:30
bronco - 2, maradona - 0


De Miguel a 26 de Janeiro de 2012 às 20:22
Esta sagaz senhora que assina Lino só pode ser a mãe do Bronco...


De os cães rosnando a 26 de Janeiro de 2012 às 02:24


De e.m. cioran a 26 de Janeiro de 2012 às 01:30
« Na minha infância, meus amigos e eu nos divertíamos vendo o coveiro trabalhar.
Às vezes ele nos deixava um crânio com o qual jogávamos futebol. Esse era para nós
um prazer que nenhum pensamento fúnebre empanava.
Durante muitos anos vivi em um ambiente de párocos que haviam ministrado
milhares de extrema-unções; apesar disso, não conheci nenhum a quem a Morte
intrigasse. Mais tarde compreendi que o único cadáver do qual se pode tirar algum
proveito é o que se prepara em nós.»


De simpleton a 26 de Janeiro de 2012 às 00:58
A Futebola é uma metáfora das guerras da Idade da Pedra Lascada: duas dúzias de desalmados lutam por uma bola ( podia ser uma gaja boa, ou uma cerejeira carregada de fruto, ou um prado onde os bisontes vão pastar desprevenidos)

Aí apenas reside o seu atrativo básico e troglodita.


De João Malheiro a 26 de Janeiro de 2012 às 01:07
Não posso deixar de concordar: eu próprio só tomo banho cada 3 semanas, como forma de incorporar esse espirito guerreiro smelly.


De Noam Chomsky a 26 de Janeiro de 2012 às 01:24
Exato.
Nas épocas de abundância, a Futebola mima a carência de tempos imemoriais, aplacando assim a ânsia humana por coisas complicadas e exigentes.


De José Mário Bronco a 25 de Janeiro de 2012 às 22:40
Não é muito o tempo que dedico a análises de futebol. Aliás, sou pouco dado a análises desportivas; gosto mais de ver do que charlateanar sobre a cena. Enquanto houver comprimidos há saúde, que é como quem diz, enquanto tiver pernas e braços capazes, haverá golfe, o único desporto que pratico de forma brilhante – nos outros sou apenas muito bom (no futebol, teria a titularidade em qualquer equipa mas não sou do nível do Messi nem do Mossoró, sendo, mais alto do que qualquer um deles). Um dos meus mestres da bola - Brian Clough - dizia que por detrás de um comentador de futebol há um futebolista frustrado e, também por isso, abandonei a minha carreira de futebolista aos 17 sem nunca me dedicar ao comentarismo. O primeiro facto de passar mais tempo no banco não teve nada a ver com a decisão e o segundo facto de ter levado uma suspensão por ter sido apanhado no BA na véspera de um jogo, também não. Agora um gajo é suspenso por querer marcar um penalti. Cá eu, ao menos, posso-me orgulhar de ter sido suspenso por ir para os copos na véspera dos jogos, coisa muito mais artística e trendy. Mas, com tão pouco tempo dedicado ao comentarismo futeboleiro, é com admiração estampada nas ventas que vejo que tive direito a resposta do maradona himself, gajo que eu até acho que sabe umas coisas de bola, mas que comprou bilhete para o carrossel que é a idolatração blaugrana e suspendeu a sageza, alinhando com a maralha e dizendo as banalidades da maralha para alegria da maralha. Quer ser mais uma Barcelonette? É lá com ele.

O que fez o nosso maradona? Marcou com a mão e atribuiu a causa a Deus, para espanto do Bobby Robson? Nada disso. Optou por dizer que eu fiz o mesmo de que o acusava. Está bem visto, sim senhor. Eu disse, mais coisa menos coisa, que o maradona procurou apenas ser diferente de todos os outros e ele, na volta do correio, acusou-me de o acusar disso só para ser diferente dos outros. Podíamos ficar aqui em loop até que o Djaló consiguisse parar uma bola com os pés, que não iríamos a lado nenhum. Claro que eu não peneirei todo e qualquer vestígio de debris analítica entretanto produzida, classificando-a como lixo tóxico oriundo da superfície da psicanálise social, e portanto de moralidade ociosa. Foda-se, era lá eu capaz de fazer uma coisa dessas. Mas o maradona anda excitado com isto e dá-se a estes luxos. Coisa que lhe perdoo, porque é para isto que serve um blog. Também não vale a pena apontar tudo o que o maradona diz que eu disse mas que não verdade não disse. Estas discussões fazem-se de exageros e abusos e, às vezes, dá jeito dizer que o outro disse o que não disse. Qual era a piada de estarmos aqui a discutir com argumentos? Mas há uma cena que me lixou, ó maradona: então eu construo a minha metáfora pondo-te na FNAC, dos poucos sítios onde ainda se pode comprar alguns livros e onde há gajas boas (sobretudo na do Chiado), e tu fazes a tua metáfora merdosa imaginando-me a entrar num bar de panilas? Vai-te foder. Tens que ter respeito pelos comentadores: qualquer dia ainda dizes que a Bicha do Chiado só gosta de gajas e que o Peor nunca comeu nenhuma mula com mais de 50. A tua entrada à João Gonçalves não foi do melhor: o teu amigo assessor lambe-botas, certo dia, foi lá dizer para aquela coisa dele que aqui na Causa era só broncos mas que só um assinava como tal. Ainda assim, a tua piada com o meu nome foi melhor do que a do pequenino - levas a bicicleta mas não te livras da comparação com o pateta, coisa que te deve deixar fodido, presumo.

Outra merda que já me esquecia de esclarecer, sobretudo ao mulherio que frequenta este fórum, é o facto de ter encaixado um comentário às 3:50 da madrugada, como o maradona - tão perspicaz - começou por referir. É certo que às 3:50, seja de que 25 for, não tenho o hábito de encaixar comentários. Mas estava, tal como o maradona devia estar, a micar o Open da Austrália e por essa razão lá esgalhei o comentário. Fiquem tranquilos, a varanda do Lux, às 3:50, continua a ser o sítio onde há mais probabilidade de me encontrarem. De resto, tenho uma porrada de coisas para fazer.


De silvia a 25 de Janeiro de 2012 às 23:56
deves ter um bom swing (driblas bem as questões):)
varanda do lux LOL

qual é o teu handicap ?

sei uma anedota muito boa, mas já deves conhecer
um jogo entre o moisés cristo e o outro velho ...


De silvio berluscona a 26 de Janeiro de 2012 às 09:13
Bronco, gosto de ti.


De Miguel a 26 de Janeiro de 2012 às 10:44
É extraordinário como uma vida sexual empobrecida estimula a imbecilidade. Chega a levar à loucura, ou mesmo a ser como o Bronco, nos casos mais graves.»


De silvia a 26 de Janeiro de 2012 às 11:22
:)
O JMB,com os seus driblanços
ajuda-me a pensar melhor :)))


De Lino a 26 de Janeiro de 2012 às 12:36
É extraordinário como uma inteligência empobrecida estimula a falta de sexo. Chega a levar à loucura, ou mesmo a ser como o Miguel, nos casos mais graves.»


De Miguel a 26 de Janeiro de 2012 às 20:17
É extraordinário como o Lino estimula o Bronco. Chega a levar aquele à loucura, ou mesmo a querer agasalhar o nabo deste nos entrefolhos , nos casos mais graves.


De eh eh a 25 de Janeiro de 2012 às 22:01
o real já chupa que nem um índio e o tradutor tá cá com umas trombas!


De silvio berluscona a 25 de Janeiro de 2012 às 23:33
o tradutor hoje só não espetou lá quatro ou cinco em campo nou por azarito, meu caro.



De Pois Pois... a 26 de Janeiro de 2012 às 00:36
E tu,aos 76 ainda avias 6 putas de seguida. Nós sabemos...


De Zequinha Mourinho, el traductor a 25 de Janeiro de 2012 às 20:55
ainda não começou e já estou cheio de dores no rabo. foda-se, que triste vida a minha.

:(


De O mais peor a 25 de Janeiro de 2012 às 20:51
Mi querido maradona,

Tu post me ha venido muy bien, pero tiengo miedo de que la necesidad de escribir te haga enfermar, porque entonces ya no podrás defenderme. Tienes toda la razón. Desde luego, las trepanaciones presentam muchos peligros.

En fin, vivimos sobre el filo del cuchillo. Resulta agradable leer a Lenotre, pero no tanto vivirlo. No me fío lo más mínimo de las tribulaciones francesas, no les queda ni un céntimo, ni ejército, ni moral, ni industria, son unos chulos y degenerados que dan náuseas. La gente aquí tiene más bien la manía opuesta, tendrán mucho gusto en ver mi caso por la parte gruesa del catalejo. Lo interpretan todo estúpidamente de través y absolutamente absurdo, sin pies ni cabeza. No hay verdad, todo es superficial e inventado en esos cuentos deportivos. Dicen lo que quieren, hacen lo que quieren. Qué saben ellos? Ni pe ni pá!

Por otra parte, tiene tu lana para parar un tren. Como ves, sueño con un sillón, el campo y Nescafé. Son sueños modestos.


De Ex-Vincent Poursan a 25 de Janeiro de 2012 às 20:39

eu confesso, com alguma vergonha e cônscio de que esta revelação vai fazer á minha reputação o mesmo que os banhos gelados me fazem á picha, que não percebo um corno de futebol nem consigo fingir que percebo… e quanto mais vos leio… menos percebo!!!

falta-me um gene ou coisa assim… ninguém é perfeito.



De Não , Não és o único a 26 de Janeiro de 2012 às 00:25
eu sofro de acronia cronica quando estou nos cafés a assistir a um jogo: A Turba emociona-se ou rebela-se sempre antes de eu perceber o que se está passar. Eles já pularam nas cadeiras e já crucificaram o árbitro e eu ainda estou aturduado à espera do Replay. Ignoro se é excesso de aotoconfiança da parte deles ( junto com Tuga Bravado*, mas existe um lapso de tempo em que eu sou deixado para trás.
Últimamente, numa esperança de contrariar esse exibicionismo tópico uso esta tecnica: as ondas de rádio viagam mais depressa que as ondas telvisivas ( porq os ficheiros áudio são menos pesados que os ficheiros vídeo)
Assim, eu, com um rádio nas orelhas posso começar a pular&berrar uns 3 segundos antes de ser golo na pantalha. Até hoje ainda nãomefoderamo focinho,pelo que creio vou continuar nesta prática.

*n. pl. bra·va·dos or bra·va·does
1.
a. Defiant or swaggering behavior: strove to prevent our courage from turning into bravado.
b. A pretense of courage; a false show of bravery.
2. A disposition toward showy defiance or false expressions of courage.


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