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  <title>A Causa Foi Modificada</title>
  <subtitle>Um blogue with dense argument, modernist poetry, long political tracts, and texts that need careful attention and slow reading; acausafoimodificada@hotmail.com</subtitle>
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    <name>maradona</name>
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  <updated>2012-05-16T10:34:33Z</updated>
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    <issued>2012-05-16T09:06:14</issued>
    <title>Qual é o valor da tua ferramenta?</title>
    <published>2012-05-16T09:51:17Z</published>
    <updated>2012-05-16T10:34:33Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;150 ou coisa assim anos depois do início da luta comunista propriamente estruturada contra o capitalismo, ainda existem comunistas que escrevem &lt;a href="http://5dias.net/2012/05/16/e-o-capitalismo-estupido/"&gt;coisas assim&lt;/a&gt;: "&lt;em&gt;Até para o mais fiel defensor da boa fé dos mercados e do capitalismo, &lt;/em&gt;[não sei quê não sei que mais]". Isto significa que o Tiago Mota Saraiva vê o defensor do capitalismo, ou seja, a pessoa contra a qual dedica grande parte da sua energia ideológica, como alguém que alimenta as suas tácticas e estratégias políticas segundo o pressuposto de que "&lt;em&gt;os mercados&lt;/em&gt;" possuem, ou são capazes de gerar, uma moral e justiça inquestionáveis, as quais devem ser preservadas e emolduradas em talha dourada. Ora, excepto para uma meia dúzia de excêntricos, nenhum defensor do capitalismo possui qualquer ilusão quanto à verdadeira competência do capitalismo: é, de muito longe, a forma de organização que mais informação consegue produzir para uso efectivo das relações económicas entre pessoas, organizações e países; e que, em consequência disso, a diferença de capacidade produtiva entre uma sociedade comunista e uma sociedade capitalista é tal que mesmo uma ideologia de inequívoca "&lt;em&gt;boa fé&lt;/em&gt;" como o comunismo nunca jamais conseguirá oferecer aos seus súbditos condições de vida comparáveis ao capitalismo mais escandalosamente amoral e selvagem, e isto mesmo descontanto as mundialmente famosas desigualdades. E é só isto, um gajo não se põe a protestar &lt;em&gt;boas fés&lt;/em&gt;, muito menos a nossa. Enquanto o Tiago Mota Saraiva não for a banhos com esta simples observação, a sua luta será sempre contra uma mera meia dúzia de fantasmas da raia capitalista, que com certeza lhe permitirão viver sem atribulações dialécticas, mas que muito dificilmente avançarão a sua causa (como enfandonho e mole liberal da democracia parlamentar, o meu desejo é que o seu sistema se depure e encontre o seu lugar de possibilidade na sociedade burguesa). O comunismo, antes de se debater com as crises do capitalismo, deveria resolver um problema que sempre atormentou quem teve o azar de ser por ele esmagado: como produzir mais eficientemnte as merdas que as pessoas, depois dos dias de trabalho que sempre nos escravizarão, querem? É que eu, e acho que as pessoas todas, querem merdas, muitas merdas, quanto mais merdas posssamos ter melhor, e os meus dias só têm sentido, e a própria vida, com merdas, muitas merdas, à mão. O comunismo será muito bom a criar justiça na distribuição das merdas que existem, mas depois não consegue arranjar forma de aferir que merdas é que as pessoas querem, quanto mais produzi-las. É mais que um azar, os comunistas precisam de perceber, que as sociedades que incentivam a detenção privada dos meios de produção e a acumulação de capital tenham sempre conseguido sobreviver melhor às ambições desmedidas das pessoas relativamente à posse de merdas que aqueles que sonham com a criação de um comité de estarolas a suar "&lt;em&gt;boa fé&lt;/em&gt;" pelos poros com a função de dizer &lt;em&gt;esta merda aqui vai para aquele senhor ali e aquela merda acolá para aqueloutro além.&lt;/em&gt; A questão, na verdade, é esta: se o Tiago Mota Saraiva (já disse que respeito o Tiago Mota Saraiva?; que gosto dele? que temos o mesmo corte de cabelo? não queria causar-lhe problemas com os intelectuais do seu blogue, mas isto é tudo verdade) não vê inconveniente em escolher o capitalismo que combate com o objectivo de não ter muitas chatices a escrever um post, que incentivo temos nós para ir muito além do comunismo do Correio da Manhã? Em consequência, deixo aqui o famoso, mas também o melhor vídeo da história do comunismo português e da minha vida:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/CbxGF7ZhHDM" width="420" height="315" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-05-12T13:45:54</issued>
    <title>Ali entre Costas do Cão e Pêra</title>
    <published>2012-05-12T12:48:16Z</published>
    <updated>2012-05-12T13:09:32Z</updated>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/acausa/fotos/?uid=SUhV0g8j7uVBda9aV4wd"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B34066503/12271037_D3LyT.jpeg" alt="" width="498" height="374" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content>
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